Ambev reforça comprometimento com agenda ESG em evento para investidores, diz BTG

O evento sobre práticas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) que a Ambev realizou nesta semana reforça a mudança de filosofia que a empresa vem realizando nos últimos anos, na avaliação do BTG Pactual.

“No passado recente, a Ambev vem saindo da zona de conforto. A nova filosofia centrada no consumidor não significa apenas que a empresa está mudando sua abordagem nos negócios, mas também cultura corporativa”, escrevem os analistas Thiago Duarte, Henrique Brustolin e Rafaella Dortas.

Entre as principais iniciativas que a companhia vem realizando está o baixo uso de água por litro de cerveja produzido, só 2,4 litros, abaixo da média global de 3,4 litros.

“A Ambev se comprometeu a reduzir esse número para 2 litros em áreas de risco.”

Outro ponto de destaque para o BTG é a renovação do conselho de administração da Ambev, trazendo diversidade e novos olhares para a empresa. “Isso permitiu que a Ambev ganhasse uma certificação da ONU”, comentam os analistas.

O banco acredita que o incentivo a práticas ESG dentro da Ambev podem criar vantagens competitivas para a empresa, de forma a compensar algumas que sumiram ao longo do tempo. “A execução das iniciativas durante a pandemia é um testemunho de como fazer tudo isso e continuar a entregando excelência operacional.”

O BTG Pactual tem recomendação neutra para Ambev, com preço-alvo em R$ 16, valor 8,58% menor que o fechamento de ontem.

Ambev: ação fecha em alta de 3,24% nesta segunda; veja valores

As ações da empresa Ambev (ABEV3) fecharam em alta de 3,24% nesta segunda-feira (28), na B3, a Bolsa de Valores do Brasil. Os papéis da companhia estão cotados a R$ 17,50.

A mudança no valor ocorre no mesmo dia em que o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores brasileira), variou +0,14%, fechando em 127.429,17 pontos.

Ainda no cenário econômico, o dólar comercial fechou hoje com variação de -0,19% ante o real, cotado a R$ 4,928 na venda.

Ambev reforça campanha #OrgulhoResiste, que envolve doação para ONGs

A Ambev anunciou que, pelo terceiro ano consecutivo, doará R$ 1 a ONGs para cada história de “orgulho e resistência” LGBTQIA+ publicada nas redes sociais com a hashtag #OrgulhoResiste. A ação já foi realizada em 2020 e em 2019.

A cervejaria ainda produziu a bandeira que representa o movimento com mais de 3.300 latas de marcas que fazem parte do portfólio da empresa. O mural, de cerca de 30 metros, foi exposto em lugares turísticos da cidade de São Paulo, como a Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, na Praça Roosevelt e na Praça Ramos Azevedo, região central da capital paulista.

A iniciativa ainda conta com um comercial, criado pela agência SunsetDDB, que mostra uma linha do tempo com os principais protestos e movimentos de luta pelos direitos LGBTQIA+ no mundo.

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/28/ambev-doara-r-1-a-ongs-para-cada-texto-de-orgulho-lgbt-publicado-nas-redes.htm

Heineken Brasil anuncia meta de ser carbono neutro até 2040

O grupo Heineken Brasil anunciou nesta quinta-feira (24) o compromisso para neutralizar as emissões de carbono em toda a sua cadeia de valor até 2040. A meta da subsidiária brasileira, seu principal mercado, faz parte dos objetivos globais da cervejaria.

“Nosso entendimento é de que para a perenidade da companhia no longo prazo não tem como não ser atuante. Não adianta ser alheio, se não for ‘core’ da companhia e não atuar como parte da solução dos problemas do mundo”, argumenta Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do grupo, em entrevista ao Valor.

Para zerar a pegada de carbono em toda sua cadeia, a Heineken Brasil vai acelerar os investimentos nessa frente, que já tem alguns projetos em vigor. “Só isso não vai fazer a gente chegar na meta. Por isso temos mapeado várias etapas da cadeia para identificar e desenhar projetos que vão permitir chegar a esse caminho ao longo desses 19 anos. Não queremos correr e fazer tudo a partir de 2035.”

O cálculo é de que, nos próximos cinco anos, o valor aplicado em iniciativas seja o triplo do investido nos últimos cinco anos, segundo a empresa. Recentemente, a Heineken anunciou a neutralização do carbono até 2023 em sua produção, por meio do uso de energias renováveis e eficiência energética. Hoje, por exemplo, das 12 cervejarias no país, 6 utilizam caldeiras de biomassa, fonte energética que deriva de cavaco de madeira com origem de reflorestamento certificado.

Embalagens

Como parte dessa jornada que compõe sua estratégia global, estabeleceu a meta de alcançar 100% de circularidade das suas embalagens utilizadas em bares e restaurantes até 2025.

No caso do plástico, a meta é ter 100% de circularidade, com uma grande contribuição do PET que terá uma redução de 80% em volume até 2025. Já no vidro, além da parceria no programa de logística reversa com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a companhia está levando para Minas Gerais a “Volte Sempre”, ação que estimula a reciclagem de vidro com máquinas de coleta que trituram o material e dão vantagens para o consumidor, como crédito para compra. Hoje, a ação só está disponível em São Paulo. Atualmente, o grupo apoia mais de 200 cooperativas de coleta e reciclagem.

Empilhadeiras e caminhões elétricos

Na frente de logística, a empresa levará energia renovável para os 31 centros de distribuição até 2023, incluindo o uso de empilhadeiras elétricas em toda a frota até 2025. Neste ano, a companhia também iniciará um projeto-piloto com caminhões elétricos em São Paulo (SP) e Salvador (BA), já mirando a expansão do modelo para todo o país.

Além disso, por meio de sua marca premium Heineken, o grupo também dará início, neste ano, a um projeto que facilitará o uso de energia verde por bares e restaurantes. A iniciativa deve ser anunciada e detalhada em julho, segundo Ornella.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/06/24/heineken-brasil-anuncia-meta-de-ser-carbono-neutro-ate-2040.ghtml

Ambev e Abrasel firmam parceria para oferecer programa de cuidado emocional

A cervejaria Ambev, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), estendeu para todos os seus clientes o Seu Apoio, um de seus programas internos. Elaborado pela cervejaria para dar suporte emocional a seus funcionários, o programa tem uma área totalmente voltada para a saúde, o bem-estar e a inclusão.

A partir de agora, proprietários de bares e restaurantes também podem ter acesso a uma rede de Psicólogos e Assistentes Sociais de forma gratuita e confidencial. O serviço funciona 24 horas por dia pelo telefone 0800 033 0305.

O Seu Apoio busca a resolução de problemas pessoais diversos, tais como: questões de estresse, depressão, ansiedade, abuso de substâncias, violência doméstica, luto, crises ou traumas. Além de dar orientações sobre Previdência Social, autocuidado, acesso a medicamentos especiais, dúvidas sobre adoção e acesso à legislação.

Para o secretário do Sindicerv e Diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, o momento pede mais cuidado e um olhar atento às pessoas.

Segundo o secretário, desde o ano passado a Ambev tem aumentado o suporte emocional dos seus funcionários.

“Percebemos que a saúde mental da população se intensificou com a pandemia da Covid-19 e a busca por ajuda profissional é fundamental para saúde mental dos nossos funcionários e parceiros”, explicou Moccia.

Ao ligar no 0800 033 0305, uma consultora especializada fará algumas perguntas para identificar o beneficiário e iniciar o atendimento, que passará por uma triagem da situação e realizará o suporte e dará as orientações. O programa está disponível até 8 de agosto deste ano.

Sobre o SINDICERV

O Sindicerv – Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja é a entidade que representa há mais de 70 anos o setor. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contemplem a evolução e o desenvolvimento da indústria nacional da cerveja e suas respectivas cadeias produtivas e que beneficiam absolutamente todos os atores do setor, sejam eles pequenos, médios ou grandes fabricantes. Atualmente, as empresas associadas ao Sindicerv representam 80% da produção de cerveja no país.

Heineken quer ligar pagamentos de executivos a objetivos ambientais

Em breve, os salários e bónus pagos aos gestores da Heineken poderão depender de quão comprometidos estão estes líderes na luta contra as alterações climáticas, numa altura em que a segunda maior cervejeira mundial tenta encontrar forma de atingir o seu objetivo de zero emissões até 2040.

“Estamos a investigar como é que podemos ligar isto à remuneração executiva”, afirmou o CEO Dolf van den Brink, em entrevista à Bloomberg TV esta quarta-feira.

As empresas estão a enfrentar uma pressão crescente por parte de membros da administração, investidores e clientes para provarem que estão a dar passos significativos para aliviar o impacto no planeta. Os especialistas dizem que estabelecer a ligação ao vencimento executivo é um passo-chave para incentivar a gestão corporativa a atingir os objetivos climáticos.

A Heineken tem notado uma “aceleração notável” ao longo do último ano em como a ação climática tem conquistado importância entre os acionistas da empresa, afirmou Van den Brink, e como isso será um ponto-chave para atrair e reter futuros empregados. Ao mesmo tempo que existe uma maior compreensão entre os consumidores de que enfrentar o aquecimento global é crucial, Van den Brink diz não ter a certeza de que os clientes estarão dispostos a pagar um “valor premium” por melhorias verdes na cadeia de valor da empresa.

Cerca de 90% das emissões da Heineken provêm de fornecedores, embalagem e logística de armazenar e transportar a cerveja. O restante é gerado pela produção da bebida.

Reduzir as emissões na cadeia de valor é uma parte difícil. E é por isso que Van der Brink afirma que a Heineken poderá cortar ligações a fornecedores que não estejam a descarbonizar as suas operações de uma forma suficientemente rápida. Ainda é demasiado cedo para dizer quando é que isso poderá acontecer, disse o executivo.

Ao definir objetivos climáticos a curto prazo, validados pela iniciativa Science-Based Targets, a Heineken comprometeu-se a reduzir todas as suas emissões em 35% até 2030, em relação à base de 2018. E isso está também em linha com o Acordo de Paris, que pretende manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus.

“Vejo que está a emergir rapidamente uma consciencialização de que isto é preciso ser feito”, disse Van den Brink sobre as promessas da Heineken. “Os dias em que se delegava isto à equipa de sustentabilidade e temas corporativos já estão longe.

Fonte: https://www.jornaldenegocios.pt/sustentabilidade/detalhe/heineken-quer-ligar-pagamentos-de-executivos-a-objetivos-ambientais

Cooperativas investem R$ 1 bi em maltaria para Heineken e Ambev

Uma onda de investimentos está se formando na região Sul do Brasil e nos vizinhos Argentina e Uruguai para atender à demanda do setor cervejeiro por malte. No Paraná, Estado produtor de cevada (insumo usado para fazer malte), as cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagrícola e Frísia vão destinar mais de R$ 1 bilhão para criar uma nova maltaria, na região de Campos Gerais.

Prevista para ser inaugurada em 2023, a fábrica produzirá 240 mil toneladas de malte anualmente e tem previsão de gerar mais de mil empregos diretos e indiretos. Ainda no papel, a nova maltaria já tem um cliente garantido: o grupo Heineken anunciou contrato de dez anos de compra do malte da unidade.

Segundo fontes, a Ambev também vai ser uma das compradoras. A expectativa é de que a dona das marcas Brahma e Skol compre 50% do malte da nova fábrica e a Heineken, 35%.

Entre as razões para o crescimento na busca pelo ingrediente, essencial na fabricação de cervejas, está o sucesso das versões puro malte, que têm ganhado o paladar do consumidor brasileiro. Na pandemia esse gosto ficou bastante evidente, com produtos liderando as vendas, como a Brahma Duplo Malte da Ambev, e com novas apostas, como a asiática Tiger, do grupo Heineken, que está chegando ao Brasil.

Dados da consultoria Nielsen apontam um crescimento de 39% dessa categoria no último ano. A procura pelo ingrediente também é puxada pelo bom desempenho das vendas totais de cerveja no país, a despeito da pandemia. Em 2020, o consumo chegou a 13,3 bilhões de litros, abaixo apenas de 2014, diz a consultoria Euromonitor. E deve avançar mais 2,70% neste ano, para 13,67 bilhões de litros. Assim, garantir matéria-prima é crucial.

Além do projeto paranaense, fontes do setor destacam o projeto uruguaio da Maltería Mosa, pertencente ao Grupo Petrópolis, que produzirá 240 mil toneladas a partir de 2022. A dona das cervejas Itaipava e Petra previa inaugurar uma maltaria em Araucária (PR) em 2018, mas o projeto não se concretizou.

Maior produtora de cervejas no país, a Ambev mantém seis maltarias próprias. Duas estão na Argentina, outras duas no Uruguai e mais duas no Estado do Rio Grande do Sul. O projeto de uma sétima maltaria está em andamento. Juntas, as seis maltarias produzem em torno de 1 milhão de toneladas de malte de cevada por ano, o que faz da Ambev a maior produtora da América do Sul e garante cerca de 95% de seu consumo de malte. Também mantém um programa de fomento ao cultivo de cevada com cerca de 800 produtores no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e uma parceria com a Agrária.

Para a nova maltaria das cooperativas paranaenses, a escolha da região foi pelo clima propício à plantação da cevada, com um potencial de plantio que pode atingir até 100 mil hectares por ano. Além da nova maltaria, batizada de Maltaria Campos Gerais, a Agrária, que lidera o projeto, já produz 360 mil toneladas por ano em suas três maltarias instaladas em Entre Rios (PR) e atende cerca de 30% da demanda do mercado brasileiro de cerveja.

“A região escolhida para construção da maltaria é privilegiada, especialmente no que diz respeito à logística”, diz Jorge Karl, presidente da Cooperativa Agrária. Localizada na região, a cidade de Ponta Grossa abriga fábricas da Ambev e da Heineken.

No início do ano, a Ambev anunciou R$ 385 milhões em investimentos de sua planta no município. Já a Heineken prevê concluir no segundo semestre a primeira fase do projeto de ampliação de sua fábrica, cujo valor total é de R$ 865 milhões.

“A princípio, a compra de malte nacional vem para suprir a demanda de crescimento do nosso negócio e da nossa necessidade produtiva. Todas as cervejas do nosso portfólio premium e ‘mainstream’ [categoria média de mercado] são puro malte, o que aumenta a necessidade da compra deste ingrediente fundamental para a produção. Essa iniciativa irá evitar a necessidade de importação adicional de malte”, diz Carlos Eduardo Garcia, diretor de compras do grupo Heineken. A companhia não revela quanto da produção é nacional, mas explica que a maior parte da cevada ainda é importada. “Com esse projeto vamos dobrar a quantidade de cevada nacional.”

Aumentar a fatia de malte nacional também tem forte importância para redução dos custos. Hoje, segundo fontes de mercado, cerca de dois terços do malte utilizado no país é importado. Embora a Argentina e o Uruguai sejam importantes fornecedores, muitas fabricantes dependem dos maltes vindos de fora do Mercosul e têm de pagar uma tarifa de importação, de até 9%.

Em 2016 o setor conseguiu a aprovação de uma cota com redução ou isenção da alíquota. Naquele ano, foram 156,5 mil toneladas anuais. Com validade até 31 de dezembro de 2021, uma cota de 300 mil toneladas poderá ser importada de países de fora do Mercosul com alíquotas zeradas ou de até 2%. Entre esses, os maltes europeus lideram.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/06/18/cooperativas-investem-r-1-bi-em-maltaria-para-heineken-e-ambev.ghtml

Heineken fecha parceria para compra de malte brasileiro

O grupo Heineken, segunda maior cervejaria no país, fechou um acordo com a Cooperativa Agrária para comprar malte de origem brasileira a partir de 2023, quando passa a valer o contrato, que terá duração de dez anos. Para atender à demanda, a cooperativa investirá mais de R$ 1 bilhão em uma nova maltaria, a ser construída na região dos Campos Gerais (PR).

De acordo com a Heineken, a compra nacional vem para suprir a demanda de crescimento do negócio. “Essa iniciativa irá evitar a necessidade de importação adicional de malte”, disse ao Valor Carlos Eduardo Garcia, diretor de compras do grupo Heineken.

A companhia não revela quanto da produção do malte atualmente é nacional, mas explica que a maior parte da cevada (principal matéria-prima do malte) utilizada ainda é importada. “Com esse projeto, vamos dobrar a quantidade de cevada nacional”, afirmou Garcia.

Fontes do setor afirmam que cerca de dois terços da cevada utilizada para maltaria das cervejas do mercado brasileiro ainda é importada. O projeto da nova maltaria em parceria com a Heineken é liderado pela Agrária, de Guarapuava (PR), e une diversas cooperativas produtoras de cevada no Paraná: Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí).

O início das atividades da maltaria está previsto para 2023. A fábrica deverá produzir anualmente 240 mil toneladas de malte – volume que hoje representa 15% da produção nacional – e tem previsão de gerar mais de mil empregos diretos e indiretos.

A Heineken argumenta que o projeto também será benéfico para a estratégia de ESG (sigla em inglês para critérios ambientais, sociais e de governança), aumentando a presença de malte sustentável em sua produção.

Entre as principais iniciativas está o programa Agrária de gestão rural, que mune os cooperados com ferramentas e informações relacionadas à agricultura sustentável e certifica aqueles que garantem altos padrões de qualidade e segurança dos alimentos, além de aspectos de saúde, segurança e meio ambiente.

A Agrária também possui a certificação FSA/SAI, por meio do programa de avaliação de sustentabilidade agrícola, uma das principais iniciativas globais de agricultura sustentável para a cadeia de alimentos e bebidas.

A escolha da região dos Campos Gerais se deu por conta do clima propício para a plantação de cevada, com um potencial de plantio que pode atingir até 100 mil hectares por ano. “Esse é um projeto construído a várias mãos, após uma série de estudos. A região escolhida para construção da maltaria é privilegiada, especialmente no que diz respeito à logística”, disse Jorge Karl, presidente da Cooperativa Agrária.

“Iniciamos essa empreitada de forma sólida, com base em critérios técnicos. Temos certeza que além de contribuir para o aumento da rentabilidade dos 12 mil produtores ligados às nossas cooperativas, também iremos beneficiar nossos parceiros comerciais”, completou.

Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2021/06/17/heineken-fecha-parceria-para-compra-de-malte-brasileiro.ghtml

Nota de Pesar

O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV) lamenta profundamente o falecimento do profissional e gerente de Relações Institucionais, Felipe Pistoia Dutra, ocorrido por complicações causadas pela Covid-19.

Advogado, foi assessor parlamentar na Câmara dos Deputados e em dezembro de 2020 integrou o time do Sindicato. Proativo, colaborativo e com uma vontade permanente de ajudar a todos, Pistoia sempre foi um profissional de extrema capacidade.

O SINDICERV, suas associadas, membros do Conselho Administrativo e colaboradores prestam condolências aos familiares, amigos e colegas.
Brasília, 16 de junho de 2021

Apoio à causa LGBTQIA+ une mais de 20 empresas do setor para criação de cervejas

A luta pelas causas da comunidade LGBTQIA+ uniu mais de 20 cervejarias brasileiras. Em busca de uma maior conscientização do setor, diversas marcas se juntaram através do projeto Brewing Love para a criação de receitas exclusivas, que vão levar o rótulo da campanha e referências às cores do arco-íris.

A Brewing Love foi lançada no mês em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. E envolve as seguintes cervejarias: Octopus, que lidera o movimento, Ambev, Unicorn, Bernargriê Brewing Co., Cara Preta Cervejaria, Captain Brew, Dádiva, Escafandrista, Everbrew, Japas Cervejaria, KSB, Libertária, Mesopotâmia, MinduBier, Prussia Beer, Salvador, Sigilo Total, Spartacus, Suméria, Suricato Ales, Tarin Cervejaria, Under Tap, Verace e Espaço 09.

Leia também – Rótulo da Nacional e tragédia social: A atemporalidade de Lélia Gonzalez

“Entendemos que o mais importante do projeto é abrir e garantir espaço para debater questões que atravessam a experiência de ser LGBTQIA+ no Brasil. Nosso objetivo é unir o maior número de cervejarias ao Brewing Love Project, criando um movimento colorido, plural e agregador, que reforça a diversidade e abraça a singularidade”, explica Walter Costa, designer do projeto visual da campanha e analista de marketing da Cervejaria Octopus.

Agora, então, essas cervejarias vão desenvolver suas próprias bebidas, com receitas de estilos, famílias e ingredientes diferentes para serem vendidas em todo o Brasil. E parte do lucro obtido com a venda será destinado a instituições de acolhimento, proteção e inclusão da população LGBTQIA+.

Marjorie Inoue, coordenadora de produção da Unicorn, destaca a importância das marcas se posicionarem, ajudando a construir um segmento que fique marcado por ter um ambiente de diversidade.

Para nós, a importância da representatividade no mundo cervejeiro com a comunidade LGBTQIA+ é que, neste mercado predominantemente heteronormativo, é preciso romper barreiras para que consigamos criar um ambiente e um futuro inclusivo, mostrar para todos a importância de enxergar consumidores e profissionais como semelhantes

Marjorie Inoue, coordenadora de produção da Unicorn

As participantes do projeto esperam que as primeiras cervejas sejam envasadas e colocadas à venda para o público ainda em junho, com os detalhes sobre ONGs e movimentos apoiados, além de onde comprar as bebidas, podendo ser encontradas no site da iniciativa liderada pela Octopus e nas redes sociais das integrantes da Brewing Love. Destacam, porém, que a iniciativa não se resume ao Mês do Orgulho LGBTQIA+. Até por isso, garantem que a ação está aberta para a entrada de outras marcas.

“Essa iniciativa mostra que o mercado cervejeiro, embora tenha um longo caminho a percorrer, está aberto para todas as pessoas que desejam fazer parte dele. O respeito deve sempre prevalecer”, destaca Paula Guedes, mestre-cervejeira e gerente de consumer science da Ambev.