Cerveja e ciência: Pint of Science 2026 reúne 54 mil pessoas em 218 cidades 

Foto: Divulgação

O Brasil foi palco de uma edição histórica do Pint of Science, o maior festival de divulgação científica do mundo – e o Sindicerv esteve ao lado dessa conquista como patrocinador oficial. Realizada nos dias 19 e 20 de maio, a edição 2026 registrou crescimento expressivo: as cidades-sede aumentaram 47% em relação ao ano anterior e o público saltou de 49 mil para 54 mil pessoas, distribuídas por 218 cidades brasileiras. O resultado consolida o Brasil como um dos pilares do festival global, respondendo por um terço dos resultados mundiais — que somaram 148 mil participantes, 3,5 mil eventos e 6,8 mil cientistas convidados em 645 cidades ao redor do planeta. 

Bares viram laboratórios de ideias 

Durante dois dias, 1.308 eventos transformaram 430 bares, restaurantes e cafés em espaços de encontro entre ciência e sociedade. Ao todo, 2.040 cientistas subiram ao palco e 3.197 voluntários garantiram a organização dos eventos por todo o país. A ocupação dos estabelecimentos foi elevada, com a maioria registrando mais de 75% de lotação — um sinal claro do interesse crescente do público pela divulgação científica em formato acessível e descontraído. 

Os temas dominantes do ano foram Inteligência Artificial e Saúde Mental, reflexo do que há de mais pulsante no imaginário social brasileiro. Mas o festival também abriu espaço para discussões sobre cannabis, neurociências, gênero, direito e até a semiótica dos memes. Um dado especialmente marcante: as Ciências Humanas ocuparam papel de destaque em 2026, com presença expressiva nas programações. De “Dinâmicas de gênero nas ciências” a “Aspectos sociais da IA” e “História da produção cervejeira”, o Pint mostrou que a ciência mais vibrante é aquela que coloca em debate exatamente o que ferve no imaginário coletivo. 

Cerveja como tema e como símbolo 

A parceria com o Sindicerv e a Abracerva não ficou apenas nos bastidores. Em 27 cidades — 12% do total —, a cerveja entrou como protagonista científica das apresentações, impactando diretamente 2,2 mil pessoas. A bebida que une a sociedade mostrou também sua capacidade de aproximar cientistas e curiosos na mesa do bar. Mais do que hidroxilas ligadas a átomos de carbono, a cerveja atuou no Pint of Science 2026 como acelerador das reações entre conhecimento científico e curiosidade genuína — um catalisador social que ajudou a fermentar encontros, trocas e descobertas coletivas em todo o país. 

Diversidade em cena 

O Pint of Science 2026 destacou-se também pelo compromisso com a pluralidade. Em 73% das cidades, as programações apresentaram equidade de gênero nos painéis, enquanto 51% levaram ao palco a diversidade étnica do Brasil e 47% abriram espaço para representação LGBTQIAPN+. Iniciativas de acessibilidade, como autodescriçção e tradução em Libras, estiveram presentes em 11% dos eventos. Outro dado que celebra o alcance do festival é o crescimento da parcela de público não acadêmico, que passou de 32% para 38% do total — um sinal de que uma cultura científica genuína, participativa e dialógica está florescendo no país. 

Para Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv, o balanço do Pint of Science 2026 reforça a vocação da cerveja como elemento de conexão entre as pessoas e a sociedade. “A cerveja sempre foi sobre encontro, conversa e comunidade. Ao patrocinar o Pint of Science, o Sindicerv reafirma que nossa indústria acredita no poder da ciência e da cultura para aproximar pessoas. Ver mais de 54 mil brasileiros em 218 cidades trocando conhecimento com um copo na mão é exatamente o que esperávamos dessa parceria — e estamos muito orgulhosos de fazer parte disso.” 

2027 já tem data marcada 

Com 91% dos coordenadores afirmando que pretendem continuar no próximo ano e 100% do público avaliando o festival de forma positiva, o Pint of Science já confirmou sua próxima edição: 10, 11 e 12 de maio de 2027, espalhados pelo Brasil. 

Anuário da Cerveja 2026 registra número recorde de cervejarias e reforça a capacidade de adaptação do setor

Anuário da Cerveja 2026 | Divulgação

O setor cervejeiro brasileiro alcançou, em 2025, um novo marco de expansão e diversificação. O Anuário da Cerveja 2026, publicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), registrou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios brasileiros, consolidando a relevância econômica, social e cultural da cadeia cervejeira no país.

Os dados revelam uma indústria madura, resiliente e em constante transformação. Mesmo diante de um cenário marcado por desafios macroeconômicos e climáticos ao longo do último ano, o setor manteve sua trajetória de fortalecimento, impulsionado pela inovação, ampliação de portfólio e diversificação de categorias.

A expansão territorial também evidencia uma característica própria da cerveja: sua capacidade de gerar emprego e renda localmente. Pela relação direta entre qualidade e frescor, a produção tende a se aproximar do consumo, favorecendo a interiorização, o desenvolvimento regional e a formação de ecossistemas produtivos distribuídos pelo país.

Atualmente, o setor cervejeiro está presente em quase 800 municípios brasileiros, gera mais de 2,5 milhões de empregos ao longo da cadeia produtiva, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e segue investindo em tecnologia, inovação e sustentabilidade.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, os números do Anuário reforçam a capacidade de adaptação da indústria e sua conexão histórica com os brasileiros.

“Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país. Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar e se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, afirma.

Na avaliação do presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, o avanço do setor também reflete a pluralidade do ecossistema cervejeiro nacional.

“O crescimento do número de cervejarias e da presença territorial demonstra a força do ecossistema cervejeiro brasileiro. A diversidade de estilos, modelos de negócio e perfis produtivos tem contribuído para tornar o mercado mais plural, inovador e conectado aos territórios”, destaca.

Além do recorde de cervejarias, o Anuário aponta outros resultados expressivos para o setor em 2025, entre eles a retomada do crescimento no número de produtos registrados, que alcançou 44.212 registros, o crescimento de 2,1% nas marcas de cerveja registradas, totalizando 56.170, e o maior valor exportado da série histórica, com US$ 218,3 milhões.

O levantamento também registra superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial do setor, exportações para 77 países e crescimento de 417,6% na produção de cervejas sem glúten, que alcançou 367,9 milhões de litros.

A combinação entre tradição, inovação e capilaridade reforça uma característica que acompanha a cerveja ao longo da história: sua capacidade de conectar pessoas, territórios e culturas. Em um país marcado pela diversidade, a cerveja segue sendo, também, um símbolo de encontro, celebração e pertencimento.

Apoiado pelo Sindicerv, Pint of Science bate recorde e chega a 213 cidades 

PINT OF SCIENCE FESTIVAL 18, 19 e 20 de maio

É tempo da ciência transbordar os muros das universidades e dos centros de pesquisa para encontrar a população em bares, cafés, restaurantes, sorveterias, shoppings, praças e espaços públicos. Nos dias 18, 19 e 20 de maio, o festival internacional que brinda a ciência, o Pint of Science, vai tomar conta de 213 cidades em todas as regiões do Brasil. O Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) é patrocinador nacional da iniciativa, ao lado da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal).  

“O Sindicerv tem orgulho em apoiar o Pint of Science, um festival que aproxima a ciência do dia a dia das pessoas, dentro de um ambiente tão democrático como os bares e restaurantes. A cerveja é um produto que nasceu da ciência, da inovação e do conhecimento, e nada mais natural do que estarmos ao lado de uma iniciativa que estimula o diálogo entre pesquisadores e sociedade de forma leve, responsável e acessível”, destacou o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel. 

Além de democratizar o acesso ao conhecimento científico, o festival contribui para despertar vocações, fortalecer a educação e valorizar a produção científica nacional. Vale destacar que não há necessidade de inscrições e todas as atividades são gratuitas, reforçando o compromisso com a inclusão e o amplo acesso à ciência. Para conferir a programação em cada cidade, basta acessar o site pintofscience.com.br

A multiplicidade de temas que serão levados aos palcos das 213 cidades em todas essas regiões é tão vasta quanto a diversidade do Brasil. Vão desde assuntos que estão dominando o noticiário ― como inteligência artificial, mudanças climáticas e exploração espacial ― até temáticas conectadas ao desenvolvimento regional e aos saberes de comunidades tradicionais. “É uma grande responsabilidade nossa definir que pesquisas entram na nossa vitrine. Estou certo de que há muito trabalho científico de excelente qualidade ainda esperando para ser descoberto e aparecer nos nossos palcos”, revela o coordenador nacional do Pint of Science, Eduardo Bessa. 

“É uma honra e uma responsabilidade imensa coordenar esse festival, que leva divulgação científica a tantos cantinhos escondidos do nosso país”, acrescenta Bessa. Professor da Universidade de Brasília, ele explica que o festival depende de uma organização sem fins lucrativos, composta por uma ampla rede de voluntários, pessoas que coordenam o evento localmente com a ajuda de equipes de entusiastas da ciência.  

Para assegurar que as diretrizes do evento sejam respeitadas, além da coordenação nacional, o festival conta com seis coordenadores regionais divididos da seguinte forma: regiões Norte e Centro-oeste; região Nordeste; região Sul; Rio de Janeiro e Espírito Santo; Minas Gerais; e São Paulo.   

(Do Sindicerv, com informações da assessoria de comunicação do festival) 

Encontro cervejeiro reúne 24 países latino-americanos e destaca atuação do Sindicerv

Foto: divulgação/Cerveceros Latinoamericanos

A gerente de Sustentabilidade do Sindicerv, Priscilla Gurgel, representou a indústria cervejeira brasileira na CervezaConnect2026, encontro que reuniu na Cidade do Panamá lideranças da indústria cervejeira de 24 países da América Latina e do Caribe nos dias 28 e 29 de abril. Durante dois dias, empresas e associações nacionais debateram perspectivas para o setor, desafios regulatórios comuns e oportunidades de colaboração regional em temas como sustentabilidade, inovação e consumo responsável.

A programação do primeiro dia foi dedicada a reflexões estratégicas sobre o cenário global e regional, com destaque para a análise geopolítica apresentada por Erika Mouynes, as perspectivas setoriais discutidas pela World Brewers Alliance, liderada por Justin Kissinger, e os insights de mercado da NielsenIQ. Também houve painéis com executivos de grandes companhias, abordando estratégia, inovação e colaboração, além de atualizações sobre políticas globais de álcool.

Priscilla Gurgel participou de um painel que destacou o papel das associações setoriais como o Sindicerv em defesa da cerveja como aliada do desenvolvimento econômico e social, conectando agricultura, indústria, comércio e serviços em toda a região.

“Quando reunimos os países em torno de uma agenda comum, mostramos que a cerveja é muito mais do que um produto: é um ecossistema econômico e social que gera empregos, renda e desenvolvimento local. Levar a experiência do Brasil e, ao mesmo tempo, ouvir os desafios dos nossos vizinhos, fortalece o Sindicerv e nos inspira a elevar o padrão de sustentabilidade e de responsabilidade em toda a cadeia”, destaca Priscilla Gurgel.

Ao longo do encontro, Cerveceros Latinoamericanos reforçou a importância de ampliar a presença de associações cervejeiras nos países da região, estimulando a criação de entidades onde elas ainda não existem e promovendo uma voz unificada para o setor. A participação do Sindicerv consolida o papel do Brasil como referência na agenda de sustentabilidade, diálogo regulatório e construção de coalizões com outros elos da cadeia da cerveja.

(fotos: divulgação/Cerveceros Latinoamericanos)

Cerveja: a criação incomparável que nos fez mais humanos 

Arte Sindicerv

Criada há 7 mil anos, a cerveja é indissociável da história da humanidade. Universal e democrática, está presente em todas as culturas, tornando-nos mais humanos. Essa bebida milenar é, portanto, um verdadeiro ativo cultural, social e econômico. Mas por que a cerveja é simplesmente incomparável?    

Ancestral e atemporal: bebida milenar que não envelhece nunca, reforçando tradição e permanência ao longo da história.  

Multifuncional: já foi alimento, moeda de troca, remédio e parte de rituais, mostrando versatilidade e relevância em diferentes contextos.  
  
Universal e democrática: está presente em todas as culturas, além de ser a mais democrática das bebidas.​  

Ligada ao conhecimento: ajudou até a criar a escrita. Ou seja, faz parte da evolução da civilização.  

Conexão entre pessoas: indissociável dos humanos, promove o encontro e a socialização. Cerveja é um elemento central da experiência cultural e social.  

Presente às mesas nos momentos de celebração dos brasileiros, a cerveja também é um produto incomparável devido ao seu peso socioeconômico significativo. Da lavoura de cevada e lúpulo até os bares, restaurantes e supermercados, a cadeia produtiva movimenta bilhões de reais, gera empregos em todas as regiões e impulsiona uma extensa rede de fornecedores e prestadores de serviço.   

A cerveja é incomparável porque seu efeito multiplicador na economia é expressivo: cada emprego direto no setor gera dezenas de postos de trabalho indiretos e induzidos em atividades como agricultura, logística, comércio, serviços e comunicação. Essa engrenagem sustenta milhões de empregos ao longo da cadeia produtiva, contribuindo diretamente para a renda das famílias e para a vitalidade econômica de cidades pequenas, médias e grandes.   

Outro diferencial é a forte geração de impostos. A cadeia cervejeira responde por uma arrecadação anual que supera R$ 50 bilhões. Além disso, o setor participa de forma relevante do PIB nacional, reforçando seu papel estratégico para o desenvolvimento do país.   

A cerveja também se destaca na geração de salários e na formalização do trabalho. São bilhões de reais em remunerações pagas a trabalhadores da indústria, do campo, da distribuição e do comércio, com carteira assinada, benefícios e oportunidades de qualificação profissional. Essa massa salarial sustenta o consumo em diversas outras áreas da economia, criando um círculo virtuoso de desenvolvimento.   

O impacto vai além dos números. A cerveja ocupa um lugar especial na sociabilidade e na cultura brasileira, presente em encontros entre amigos, celebrações familiares, eventos esportivos e manifestações culturais. Esse protagonismo vem acompanhado de uma agenda consistente de responsabilidade, com iniciativas para estimular o consumo moderado, combater a combinação álcool e direção e apoiar programas de informação ao consumidor.  

Ao mesmo tempo, o setor avança em sustentabilidade e inovação, com investimentos em tecnologias mais eficientes, uso racional de água e energia e ações voltadas à valorização da agricultura nacional. Dessa forma, a cerveja se consolida como uma aliada do campo, da indústria e do comércio, conectando o “do campo ao copo”.  

Presidente do Sindicerv defende coerência técnica e equilíbrio regulatório no debate sobre imposto seletivo

Imagem: Sindicerv

O presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, defendeu a necessidade de coerência técnica e equilíbrio regulatório na definição das alíquotas do Imposto Seletivo, no âmbito da regulamentação da reforma tributária.

Em artigo publicado no site do Estadão em 1º/4, ele destaca que a reforma foi concebida para corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro e alerta que o novo imposto não deve gerar efeitos contrários a esse objetivo.

Segundo Márcio Maciel, o princípio da neutralidade — um dos pilares da reforma — precisa ser preservado para garantir segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade econômica, evitando aumento de carga tributária para setores específicos.

Maciel ressalta ainda a relevância econômica da indústria cervejeira no Brasil, responsável por significativa arrecadação tributária, geração de empregos e participação no Produto Interno Bruto (PIB), além de sua capilaridade em centenas de municípios e integração com diversas cadeias produtivas.

O presidente-executivo também defende que a regulamentação do Imposto Seletivo adote critérios técnicos consistentes, como a tributação progressiva de acordo com o teor alcoólico — prática já existente no modelo atual e respaldada por diretrizes internacionais.

Outro ponto destacado é o crescimento do mercado de bebidas com menor teor alcoólico e versões zero álcool, movimento que pode ser incentivado por uma estrutura tributária equilibrada.

Para Márcio Maciel, políticas públicas bem desenhadas podem contribuir para ampliar as opções ao consumidor sem comprometer a sustentabilidade de cadeias produtivas relevantes para a economia nacional.

O artigo também chama atenção para os impactos diretos que a definição das alíquotas pode ter sobre investimentos, planejamento industrial e competitividade do setor. Nos últimos anos, a indústria cervejeira realizou investimentos bilionários no país, reforçando seu papel na geração de emprego, renda e arrecadação.

Por fim, o presidente defende o envio célere do projeto de regulamentação ao Congresso Nacional, de modo a garantir tempo adequado para discussão de um tema considerado estratégico para o desenvolvimento econômico.

Confira a íntegra no site do veículo

A água como eixo de transformação na indústria da cerveja

Por Priscilla Gurgel – Gerente de Sustentabilidade

A água é um dos principais indicadores de como produzimos, consumimos e planejamos o futuro. Em diferentes setores da economia, ela deixou de ser apenas um insumo para se tornar um eixo estratégico de eficiência, inovação e sustentabilidade.

Na indústria da cerveja, essa relação é ainda mais evidente. A água não apenas compõe o produto, mas orienta decisões ao longo de toda a cadeia, do campo ao copo.

É nesse percurso que se constrói um compromisso contínuo com o uso responsável dos recursos naturais e com a busca por soluções cada vez mais eficientes.

Nos últimos anos, esse compromisso tem se traduzido em avanços concretos.

Hoje, a indústria cervejeira brasileira produz, em média, um litro de cerveja utilizando cerca de 2,6 litros de água, resultado de uma redução de 40% no consumo ao longo dos últimos 15 anos.

Um movimento consistente, que reflete investimento, inovação e uma agenda estruturada de sustentabilidade. Mas a água não está apenas dentro das operações industriais. Ela conecta territórios, comunidades e ecossistemas. Por isso, a atuação do setor também se estende à preservação ambiental, com iniciativas de restauração de áreas naturais, proteção de bacias hidrográficas e incentivo a práticas agrícolas mais sustentáveis.

Hoje, já são milhares de hectares restaurados e milhões de árvores plantadas, contribuindo diretamente para a conservação dos recursos hídricos no país. Esse olhar mais amplo revela uma transformação importante.

Sustentabilidade deixou de ser uma agenda paralela e passou a fazer parte das decisões centrais do negócio. É o que permite que o setor avance com consistência, mantendo sua relevância econômica e ampliando seu impacto positivo.

Há, naturalmente, desafios pela frente. Mas também há um caminho em construção, baseado em colaboração, tecnologia e responsabilidade compartilhada.

Quando falamos de uma cadeia produtiva tão conectada à natureza, cuidar da água é, também, cuidar da qualidade do que entregamos à sociedade. E é nesse compromisso contínuo que se constrói uma indústria cada vez mais preparada para o futuro.

Uma indústria que evolui, inova e se transforma sem abrir mão daquilo que a torna única. Incomparável.

Para quem quiser conhecer em mais detalhes os avanços, compromissos e desafios dessa agenda, o Relatório de Sustentabilidade do setor reúne dados, iniciativas e caminhos que ajudam a entender como essa transformação vem acontecendo na prática.

Sindicerv lança site dedicado exclusivamente à cerveja sem álcool

Foto: Divulgação

O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) acaba de lançar o site Cerveja Zero, espaço online voltado à conscientização e divulgação de informações sobre a cerveja sem álcool no Brasil. A iniciativa reúne dados setoriais, explicações sobre processos produtivos, curiosidades e dúvidas mais comuns.

A iniciativa ocorre em um contexto de expansão acelerada da categoria no país. Dados do Anuário da Cerveja 2025 mostram que a produção de cerveja sem álcool ou desalcoolizadas (com teor alcoólico igual ou inferior a 0,5%) registrou crescimento de 536,9% entre 2023 e 2024, passando de 118,9 milhões de litros para 757,4 milhões, o que evidencia a consolidação da categoria no mercado brasileiro.

Para 2025, a Euromonitor estima um recorde histórico de 785 milhões de litros comercializados no país. Dados da consultoria mostram um crescimento consistente ano após ano. Em 2019, por exemplo, o volume vendido foi de 140 milhões de litros.

Nesse contexto, o site foi estruturado para funcionar como fonte de consulta sobre o tema, como as tecnologias utilizadas na retirada do álcool. Segundo Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv, o objetivo do site é servir como referência de informação em um único ambiente digital.

“A proposta é contribuir para dar mais informação qualificada e esclarecer dúvidas frequentes de consumidores, jornalistas e das demais pessoas interessadas no tema”, destaca. Segundo Márcio, a evolução da cerveja zero reforça o compromisso do setor com a diversidade de escolhas e com um consumo cada vez mais equilibrado e consciente.

Acesse: https://sindicerv.com.br/zero-alcool/

Relatório inédito mostra compromisso da indústria cervejeira com a sustentabilidade

Arte Sindicerv

A indústria da cerveja brasileira acaba de dar um passo histórico. Com índices expressivos de reciclagem e de reuso de embalagens, avanços significativos em transição energética, redução robusta no uso de água na produção e impacto social ampliado, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) lança nesta quarta-feira (17/12) seu primeiro Relatório de Sustentabilidade em cerimônia no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O documento consolida práticas ambientais, sociais e de governança de suas doze associadas, que representam 85% da produção nacional.

Os números impressionam: mais de 80% do portfólio de vidro é retornável, cerca de 400 caminhões elétricos são usados nas operações de transporte, houve uma redução de 40% no uso de água em 15 anos e milhares de pessoas são beneficiadas pelas iniciativas sociais das empresas, que atuam baseadas em princípios de governança pautados pela responsabilidade social, ética e integridade. É a fotografia de um setor que cresce e se reinventa com responsabilidade.

O consumo consciente também é destaque no documento, que ressalta o aumento dos portfólios de bebidas com menor teor alcoólico e sem álcool, o crescimento expressivo do volume de produção desses produtos e ações visando promover a moderação e combater o uso nocivo de bebidas alcoólicas.

O Relatório nasce de uma construção coletiva que envolveu empresas de diferentes portes, regiões e perfis, todas unidas por uma agenda comum de impacto positivo. Essa união tem peso econômico e social significativo. O setor cervejeiro movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país, gerando 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos, respondendo por 2% do PIB brasileiro e contribuindo com mais de 50 bilhões de reais em impostos anuais. Ao reunir doze associadas em um mesmo documento, o Sindicerv demonstra a maturidade de um ecossistema capaz de influenciar comportamentos, acelerar soluções e ampliar resultados sustentáveis em escala.

Entre os destaques, está o desempenho excepcional da reciclagem de latas de alumínio no país, que alcançou 97,3% em 2024, mantendo o Brasil entre os líderes globais. Mais de 33,5 bilhões de unidades retornaram ao ciclo produtivo e podem voltar às prateleiras em apenas 60 dias, em média, sendo que a indústria cervejeira representa mais da metade do mercado brasileiro de latas. A reciclagem de vidro também avançou, impulsionada pela Circula Vidro, iniciativa que reúne indústria, entidades e fabricantes para transformar um dos materiais mais desafiadores da cadeia. Uma mesma garrafa de cerveja é reutilizada, em média, 25 vezes.

No campo da inovação, o Relatório evidencia o avanço da indústria na transição energética, uma das pautas ambientais mais urgentes do mundo. Praticamente 100% da energia elétrica utilizada pelas associadas já vem de fontes renováveis, seja por autogeração – como parques solares e eólicos –, seja por contratos de compra de energia limpa. A frota elétrica em expansão reforça esse compromisso e reduz emissões diretas, aproximando o setor das metas de descarbonização. E mais: a indústria se destaca por um conjunto  de ações de cunho ambiental: cerca de  3 milhões de árvores plantadas, 2.780 hectares de matas nativas restauradas, 11 mil hectares de áreas de conservação mantidas.

Mas a sustentabilidade que move o setor vai além da técnica. O Relatório destaca o papel essencial dos catadores e das cooperativas na economia circular. Ao reconhecer, apoiar e fortalecer esse trabalho, o setor demonstra que resultados ambientais expressivos dependem, sobretudo, de pessoas. É a combinação entre tecnologia e humanidade que torna possível transformar resíduos em recursos e inclusão social em impacto permanente.

Para Priscilla Gurgel, gerente de Sustentabilidade do Sindicerv, o documento inédito simboliza uma virada de chave na forma como o setor encara o seu papel no país. “Reunimos dados, iniciativas e compromissos de empresas muito diferentes entre si, mas que compartilham um mesmo propósito. Este Relatório mostra que a sustentabilidade é uma força estruturante do setor cervejeiro, guiada por ciência, inovação e pelo respeito às pessoas que fazem essa cadeia acontecer. É um documento vivo, que orienta decisões e inspira novos avanços.”

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, reforça que a sustentabilidade faz parte da identidade da indústria. “A cadeia da cerveja move o Brasil. Gera emprego, renda, inovação e desenvolvimento. O lançamento deste Relatório prova que podemos ir além: crescer preservando recursos, acelerando a transição energética, valorizando catadores e fortalecendo as comunidades. Quando a cerveja avança com responsabilidade, todo o país avança junto.”

Ao apresentar seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, o Sindicerv formaliza o compromisso de ampliar impactos positivos e fortalecer uma agenda que une crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social. Mais do que um documento, é um pacto de futuro e um convite para que toda a sociedade participe dessa construção.

Sindicerv 77 anos: a cerveja do futuro desde 1948

Arte Sindicerv

Por Márcio Maciel – Presidente-Executivo do Sindicerv

Desde que o Sindicerv nasceu, em 1948, ele já carregava uma vocação: olhar para a frente. Pensar na cerveja do futuro e no futuro da cerveja. A indústria mudaria, o país mudaria, os consumidores mudariam. Mas um princípio permaneceria firme ao longo de mais de sete décadas: representar, defender e fortalecer um setor que cresce junto com a sociedade e que busca inovar sem nunca perder seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Hoje, celebrar 77 anos é reconhecer uma história que ajuda a contar a própria história do Brasil. Somos um setor que movimenta 2% do PIB, gera 2,5 milhões de empregos em toda a cadeia e produz mais de 15 bilhões de litros por ano, fazendo do país o terceiro maior produtor de cerveja do mundo. Cada número, por mais robusto que seja, só ganha sentido porque vem acompanhado de uma agenda que olha para o impacto: econômico, ambiental e social.

A sustentabilidade, antes vista como diferencial, hoje é essência. Está na redução do consumo de água e energia, na transição para materiais mais circulares, nas parcerias setoriais que impulsionam a logística reversa de vidro e alumínio, e em iniciativas como a Circula Vidro, que mostram que inovação também significa cuidar do planeta com a mesma atenção dedicada à qualidade da cerveja. A sustentabilidade está também nas metas que unem associadas grandes e pequenas em torno de compromissos concretos para uma indústria mais limpa, eficiente e responsável.

O futuro da cerveja é tecnológico, diverso, conectado e sustentável. Ele se mostra nos processos inteligentes que garantem segurança e qualidade, nas pesquisas que criam produtos inovadores e no avanço consistente da cerveja sem álcool, que amplia escolhas e reforça o consumo consciente como valor central.

Mas, acima de tudo, o futuro da cerveja continua sendo feito de pessoas. Dos agricultores que cuidam da terra aos engenheiros que operam linhas automatizadas. Dos catadores e recicladores, que ganham uma importância cada vez maior no ecossistema cervejeiro. Dos pesquisadores, comunicadores, empreendedores e consumidores que constroem, todos os dias, a cultura cervejeira que nos define.

Todas essas pessoas criam a conexão que traduz o universo da cerveja: nos bares, nos restaurantes, nas casas; em todos os tipos de eventos, desde os churrasquinhos com a família e os amigos até as confraternizações com colegas de trabalho. E essa conexão se traduz em dados: de acordo com o Instituto Locomotiva, 8 em cada 10 brasileiros consideram que compartilhar uma cerveja com amigos faz parte da nossa cultura.

O Sindicerv segue atuando para que esse ecossistema seja cada vez mais moderno, sustentável, competitivo e humano. Seguimos defendendo políticas públicas que reconhecem o papel econômico e social da cerveja, acompanhando debates essenciais, como a Reforma Tributária, que devem trazer avanços que garantam justiça, equilíbrio e desenvolvimento para o setor. Seguimos promovendo inovação e sustentabilidade como eixos inseparáveis de um futuro melhor.

Em 77 anos, a cerveja mudou. O Brasil mudou. E nós mudamos também.
O que não muda é o propósito que nos trouxe até aqui: representar, proteger e construir um futuro em que a cerveja, em todas as suas formas, continue sendo símbolo de encontro, trabalho, criatividade e identidade, sem perder de vista o cuidado com o planeta que todos compartilhamos.

Sindicerv. A cerveja do futuro desde 1948. O futuro da cerveja todos os dias.